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Fani Pacheco estreia websérie, exalta feminismo e abre o jogo sobre depressão

Fani Pacheco estreia websérie, exalta feminismo e abre o jogo sobre depressão

Depois de perder a mãe, há três anos, a ex-BBB procurou ajuda por estar com depressão e síndrome do pânico, que a fizeram engordar 15 quilos. Resolvida, ela dá o pontapé inicial em nova fase da carreira com a série “Fani Quebra o Padrão” e em entrevista ao iG revela detalhes do projeto

| 24/05/2017 17:05:03

Na última quinta-feira (18), a ex-BBB Fani Pacheco lançou sua nova websérie, “Fani Quebra o Padrão”em seu canal do Youtube . Sua intenção, como o próprio nome já diz, é quebrar os padrões, já que após alguns problemas ao longo dos últimos anos, principalmente com a morte da sua mãe, a carioca engordou 15 quilos e hoje se autointitula uma modelo plus size.

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Fani Pacheco engordou 15 quilos depois da morte da mãe, enfrentou depressão e lançou websérie sobre quebra dos padrões socialmente aceitos
Reprodução/Instagram

Fani Pacheco engordou 15 quilos depois da morte da mãe, enfrentou depressão e lançou websérie sobre quebra dos padrões socialmente aceitos

Em entrevista exclusiva ao iG Gente , Fani Pacheco falou sobre seu novo projeto e tudo o que passou até que chegasse onde chegou. “Eu passei uma fase muito difícil, fiquei muito tempo sem aparecer na mídia porque não queria, não sabia como seria e um dia tive que acabar falando sobre isso, dei uma entrevista, repercutiu minha foto e as pessoas começaram a falar”, conta.

Como tudo começou

Fani engordou aproximadamente 15 quilos e resolveu fazer um vídeo no celular brincando com a fase que vem passando. “Eu sou palhaça, brinco com a tragédia”, explicou. O que ela não esperava é que o vídeo bombasse e tivesse muitas visualizações. “Muita gente se identificou e as pessoas começaram a pedir mais vídeo e eu passei a compartilhar mais fotos me assumindo gordinha”.

O vídeo passou a ajudar as pessoas que passavam pelo mesmo que a ex-BBB, o que foi um combustível para ela continuar. “Procurei uma equipe de produção e uma roteirista e eles me ajudaram a transformar essa ideia em uma coisa mais legal de assistir”, explica.

Quem acompanhar a websérie, que, a principio irá ao ar toda quinta-feira, poderá ver uma dramaturgia, uma ficção em cima de uma realidade de Fani e de milhares de pessoas que passam por problemas parecidos e por isso se identificaram tanto.

Nova fase

Fani inaugura nova fase em sua carreira com websérie
Divulgação

Fani inaugura nova fase em sua carreira com websérie

Em 2014, a ex-BBB perdeu sua mãe após uma luta contra o câncer. Depois da perda, ela passou a emendar um trabalho no outro, virou apresentadora do “Encrenca”, na Rede TV!, e por não se adaptar a São Paulo, voltou para sua cidade, no Rio de Janeiro, e virou repórter do “TV Fama”. Além disso, Fani Pacheco começou a gravar o seriado “Meu Amigo Encosto”, no Canal Viva, onde trabalhava de madrugada e viajava muito.

“Era muito trabalho e eu não estava muito bem, mas inconscientemente era uma forma de fuga e foi aí que fiquei com síndrome do pânico”, relata. “Eu me arrumava para ir trabalhar, me maquiava e quando chegava na porta não conseguia sair, entrava no carro e não conseguia ir”.

Foi aí que ela percebeu que precisava se tratar e resolveu procurar ajuda em uma terapia. A partir daí, ela começou a viver o luto. “Comecei a compensar na comida, não queria fazer atividade, o prazer passou e eu só queria alguma coisa que me devolvesse o prazer, e era comer”.

Fani teve uma depressão gravíssima, além da síndrome do pânico, também muito grave. Ela tinha noção do que estava acontecendo, sabia que queria comer e entendia tudo o que estava acontecendo. “Depressão é um negócio muito sério e eu cheguei nesse limite, não tinha mais vontade de viver, então comer era o mínimo”, conta ela.

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Ela ainda não está curada, mas já deu um grande passo: “Em novembro do ano passando eu cheguei a conclusão que teria que ir no cemitério me despedir”, conta. “Como eu não acreditava que ela ia morrer e tive que cuidar de tudo (corpo, caixão e documentos), eu não tinha me despedido e a terapeuta me aconselhou a ir até lá”.

Depois desse dia, segundo Fani, as coisas melhoraram e ela voltou a fazer suas atividades, mas continuou sem cuidar da alimentação. “Não era felicidade, era um alivio da depressão, mas ainda não era felicidade, mas estou melhorando, me aceitei nesse momento e agora tenho uma depressão moderada, que é uma história, um momento da minha vida”.

Vivendo o luto, tentando fazer dietas sem sucesso e engordando. Foi assim que Fani viveu os últimos meses, mas acabou se aceitando. “Antes eu me punia por estar gorda, por não estar no padrão, mas não é porque sou gorda que tenho menos valor e isso acabou virando uma briga minha interna, porque é o meu momento, estou emocionalmente abalada e se eu fizer o contrário, estaria mal”, reconhece.

Isso tudo fez com que algumas coisas em sua rotina mudassem, e mesmo depois de voltar ao trabalho, vender post no Instagram, fazer propaganda e presença vip, as campanhas de moda diminuiram. “Os convites continuaram chegando, mas as pessoas falavam que não tinham mais verba e chegaram a me chamar para fazer as coisas de graça”, conta.

Fani Pacheco se diz feminista, mas sem exageros
Reprodução/Instagram

Fani Pacheco se diz feminista, mas sem exageros

“Dois meses antes que eu não tinha anunciado que estava gorda eu valia uma coisa, depois abrilhanto o evento mas não tenho mais cachê?  Não é possível me desvalorizar só porque engordei. Não estou aceitando isso, eu quero meu lugar. Estou com meu vídeo, meu canal mostrando que estou gordinha, mas tenho valor, como produto no mercado e como pessoa”, desabafou ela.

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Fani tanto se aceitou que topou fazer um ensaio sensual. “Fiquei chocada vendo minha imagem na tela, eu só tinha me visto maravilhosa, mas foi chocante me ver daquele tamanho, mas eu estava uma gordinha linda”, brinca.

Lado Feminista

Por fim Fani Pacheco falou do seu lado feminista, que, segundo ela, é o feminismo simples e que está no dicionário: direitos iguais. “Sou feminista desde que me entendo por gente porque em Nova Iguaçu (sua cidade) se uma mulher com 15 anos beijasse e bebesse, no dia seguinte todo mundo diria que ela era piranha e eu fui chamada de piranha várias vezes”, finaliza a ex-BBB que mais uma vez sai em defesa dos interesses das mulheres ao romper os padrões.

Fonte: IG GENTE
Fonte: IG Gente

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