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Especialista fala sobre esquizofrenia, em foco nas novelas

A esquizofrenia é tema atual de duas novelas da Globo. Em Império, o ator Paulo Vilhena vive Domingos Salvador. Na novela Alto Astral, Sergio Guizé é Caíque, que é diagnosticado como esquizofrênico, mas não sofre da doença. Na trama, ele é médium e conversa com um espírito, o que gera confusão com a doença. As diferentes abordagens sobre a esquizofrenia despertam interesse sobre a doença e abrem espaço para explicações.
Em seu site, o médico Drauzio Varela diz que “A esquizofrenia se caracteriza pela perda do contato com a realidade. A pessoa pode ficar fechada em si mesma, indiferente ao que se passa ao redor ou, os exemplos mais clássicos, ter alucinações e delírios. Ela ouve vozes que ninguém mais escuta e imagina ser vítima de um complô tramado para destruí-la”.
O psiquiatra Marcelo Salomão Aros , de Franca, lida diariamente comquadros do tipo. Ele trabalha  no Hospital Psiquiátrico “Allan Kardec”, que atende pacientes esquizofrênicos de Franca e cidades da região. O especialista explica que a esquizofrenia é uma doença psiquiátrica crônica, que não tem cura. Além das características citadas, o médico diz fala desorganizada e distanciamento afetivo são outros aspecto da doença. “O que tem de mais grave na esquizofrenia é que ela é uma doença deteriorante. Cada vez que a pessoa tem uma crise, ela perde a capacidade de memória, raciocínio, atenção e cognição”, disse.
O tratamento é multidisciplinar e envolve medicação, psicoterapia, atividades físicas e trabalho manual. As causas da esquizofrenia abrangem uma combinação de fatores genéticos e ambientais. “Parentes biológicos em primeiro grau de um esquizofrênico têm dez vezes mais chances de ter a doença do que uma pessoa da população geral. Fatores ambientais como insalubridade, carência socioeconômica e educacional também contribuem para o problema”, disse o especialista.
A doença costuma acometer de forma igual homens e mulheres. Nos homens, tende a aparecer entre 15 e 25 anos e, nas mulheres, dos 25 aos 35 anos. De acordo com Aros, o usuário de droga pode desencadear um quadro psicótico. “Ele pode desenvolver sintomas semelhantes à esquizofrenia, mas consegue voltar ao ‘normal’”, disse.
Atendimentos
Em Franca, dos 200 leitos oferecidos via SUS (Sistema Único de Saúde) no Allan Kardec, 70% são para tratamentos psicóticos. Nessa categoria estão incluídas, além da esquizofrenia, depressão e bipolaridade. E 30% dos leitos correspondem a dependentes químicos.
Há no local também o Hospital Dia, com 30 vagas para esquizofrênicos. Essa ala atende apenas pacientes de Franca. A administradora do hospital, Lázara Batista, disse que as 30 vagas do Hospital Dia já estão ocupadas e há fila de espera para atendimento. “A vantagem desse departamento é que o paciente não perde o convívio familiar. Essa opção tem diminuído a frequência de internações”, disse Lázara.
http://gcn.net.br/noticia/278333/franca/2015/02/especialista-fala-sobre-esquizofrenia-em-foco-nas-novelas
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